- Manuel Casimiro, na última fila, de branco, ainda jovem, nos "bastidores" de um jantar em que esteve presente Mário Soares.08 janeiro, 2010
MANUEL CASIMIRO - A MINHA HOMENAGEM
- Manuel Casimiro, na última fila, de branco, ainda jovem, nos "bastidores" de um jantar em que esteve presente Mário Soares.06 janeiro, 2010
Nós por cá, todos bem...
Foi já nos anos 60. Nessa tarde o Alenquer e Benfica recebia no seu campo das Paredes uma equipa lisboeta que trouxera consigo, em excursão, meio bairro. Meio bairro, daqueles castiços, farto pic-nic e máquina fotográfica de 5 litros a tiracolo. Não sei onde se aviaram, mas quando se apresentaram à porta do campo, já vinham bem compostos...
Faziam policiamento dois guardas da GNR, um a cada porta. Na porta principal estava o soldado "C" que gozava de poucas simpatias e era tido como (esqueçamos os adjectivos...). Na porta secundária, estava o soldado "R", bom homem, pacato, a quem ninguém apontava um dedo sequer.
E tudo se passou na porta principal onde estava "C" que, não sei porquê, se viu a contas com a agressividade da claque visitante. Houve alguém que, condoído com a situação, foi a correr à porta secundária onde estava "R" e lhe disse: "Eh pá! Vá depressa acudir à outra porta que os gajos estão a dar conta do seu colega!".
Com toda a calma "R" respondeu: "Uhm! Na minha porta não se passa nada, está tudo normal...". E continuou fumando o seu cigarro na maior das calmas, sem mexer uma palha...
Perante o episódio de ontem ocorrido à porta do Instituto Português de Qualidade, em Santo Amaro de Oeiras, com a manifestação da gente dos divertimentos de feira, lembrei-me desta história. Pela televisão ouvi o representante dos manifestantes insurgir-se contra as forças da ordem que, com a sua brutalidade, haviam feito feridos. Logo imaginei desprotegidas senhoras, velhinhos e crianças atropeladas a cassetete... Afinal, não, os feridos foram três agentes da GNR, um com a cabeça partida à pedrada, outro com um nariz em igual estado e outro com escoriações. Quase apetece dizer: Bem feito, para não andarem por aí a brincarem aos polícias.
Mas não digo. Primeiro, porque tenho imenso respeito pelas forças da ordem e pela missão que lhes está cometida, uma das mais difíceis que existem. Segundo porque acho que a lei não protege suficientemente a actuação destas forças, mas isto daria «pano para muitas mangas». Por isso talvez seja melhor eles fazerem como o soldado "R" e, sempre que possam, dizerem como ele disse, que na sua porta está tudo normal.
Todavia sempre continuo a pensar como uma vez o expressei, com todo o respeito, a um senhor capitão da Guarda: Não vejo que a GNR esteja vocacionada para o policiamento, especialmente o de proximidade. E depois, estruturalmente, porque não se resolve isto das muitas polícias, PSP, GNR, Estrangeiros, Marítima, Judiciária, etc.?
Porque não se reduz a GNR a Regimento Militar vocacionado para missões protocolares, de guarda a Belém e a S. Bento, guardas de honra, intervenção interna, etc. Porque não se cria uma Polícia única, nacional, com secções fiscal, de natureza, de fronteiras ( marítima e terrestre ), de trânsito, guarda costeira, investigação criminal e mais que necessário, deixando o policiamento de proximidade às polícias locais, a serem criadas em cada município?
Subsiste ainda um problema: é nítido que as forças da ordem estão a perder autoridade, que hoje uma farda já não incute respeito. A culpa poderá ser do que já acima dissemos. Só? Quando vi polícias fardados, manifestando-se à porta do Primeiro-Ministro, evidenciando comportamentos ( de linguagem também ) ao nível de qualquer manifestação de "putos" da escola, mandando ao ar peças da sua farda, meus amigos...
Entretanto, nós por cá, todos bem... Só espero, também, que nada se passe à minha porta...
04 janeiro, 2010
Alenquer, bem-me-quer...
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31 dezembro, 2009
Nós por cá, todos bem...
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