27 janeiro, 2010

METER A FOICE EM SEARA ALHEIA

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Assim se faz o mal e a caramunha...
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Essa coisa que teima em intitular-se «CPNT» e mais não é do que PSD/CDS/MPT/PPM, pois nos termos da lei as Coligações eleitorais «morrem» com o realizar das eleições para que nasceram, voltou à carga com uma «conferência de imprensa» exigindo ao PS a resolução ( com a demissão dos seus eleitos ) da situação que ela própria, apajeada pelo PCP, seu marionete de ocasião, criou, não aceitando as propostas para composição dos executivos de Santo Estêvão, Meca e Aldeiagavinha, apresentadas pela força política vencedora, o Partido Socialista.


Esta pressão, esta exigência, esta vontade de ver demitirem-se em bloco os membros das listas socialistas que concorreram às últimas eleições autárquicas nessas freguesias é de facto absurda, despropositada, trapaceira e abusiva. Sim tudo isto isto e muito mais, pois este «meter a foice em seara alheia» inverte a realidade dos factos, uma vez que quem criou toda a situação foram essas forças da oposição e não o Partido Socialista.


Diz a lei que a força política vencedora elege de imediato o seu «cabeça de lista» como Presidente da Junta, passando este a apresentar à Assembleia de Freguesia eleita as suas propostas para composição do executivo, ou seja, para os lugares de Tesoureiro e Secretário da Junta. Foi isso que fizeram os presidentes eleitos pelo PS, com razoabilidade, diga-se, pois até estavam dispostos a ceder um lugar à oposição.


Esta, tão só preocupada com o seu jogo político, recusou sucessivamente as propostas apresentadas, pouco preocupada com as consequências que daí viessem para o funcionamento dos órgãos em questão. Como a lei é «coxa» e não prevê saída para estas situações, tudo se resolveu com «pareceres» de quem de direito que vão no sentido de que deverão manter-se em efectividade de funções os tesoureiros e secretários dos executivos anteriores até que sejam eleitos pela Assembleia de Freguesia aqueles que os deverão render.


Refira-se a propósito que esta situação de impasse não é nova e é sobejamente conhecida pelas forças políticas representadas em S. Bento. Todavia para que a lei seja alterada necessário se torna que PS e PSD cheguem a um acordo, acordo esse que poderá passar pela criação de executivos de cor única, ou, pelo menos, por uma maioria absoluta sempre garantida à força política vencedora. Recentemente, vi noticiado que este acordo necessário e oportuno para resolução de uma grave falha legislativa ( no caso das freguesias ) e de justiça eleitoral ( em todos os casos ) tinha conhecido desenvolvimentos positivos e estaria para breve...


É certo que o PS colocou em cima da mesa a hipótese de vir a seguir a via da demissão em bloco que conduziria à convocação de novas eleições, mas o vir a fazê-lo e quando só a si diz respeito! Que legitimidade têm as outras forças políticas para virem falar dessa via? Nenhuma! Se estão preocupadas com a situação criada ( o bom funcionamento das Juntas está garantido, é preciso não o esquecer ), pois então porque não apresentam ao Partido Socialista um pedido de negociação para com justiça e respeito pelos resultados eleitorais se vir a resolver uma situação que, mais uma vez, foram elas próprias a criar? Era essa, afinal, a «conferência de imprensa» que fazia sentido dar, aquela em que isso fosse anunciado!


Ah! E já agora mostrem mais respeito pela legalidade, apresentem-se com o único nome que realmente têm: o dos Partidos que representam.

26 janeiro, 2010

Nós por cá todos bem...

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Carregado - Marco da mala-posta

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Menos ais, menos ais, menos ais...

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Todos nascemos nus, mas o recém-eleito presidente da Junta de Freguesia do Carregado, José Mendes, veio ao mundo ( da política, já se vê...) vestido de «cobrador de promessas», não um «cobrador» qualquer, mas um «cobrador de fraque», tanto tem dado nas vistas neste seu anunciado propósito. Pelo menos é a idéia que me ficou do que já ouvi e li na imprensa local e não só...

Mas, acontece que as dívidas só são dívidas quando vencidas e, depois, há que ter legitimidade para as cobrar. Pois bem, parece-me que ainda é cedo, muito cedo, para evocar qualquer dívida camarária pelo que, por aqui, o «paleio» vem a despropósito, e, quanto à legitimidade para a cobrança, ela pertence inteirinha ao eleitorado, esse sim, o legítimo e definitivo cobrador das promesas feitas e do trabalho desenvolvido.

E tanto assim é que o presidente Mendes lá está, na Junta do Carregado, em representação da coligação chefiada pelo PSD e em resultado da «dívida» cobrada pelo eleitorado ao PS. E lá está, carpindo alguns ais, porventura esquecido ( ou não, mas a idéia fica ) de que os órgãos das Freguesias, tal como os dos Concelhos, têm atribuições e competências próprias, não existindo entre eles qualquer relação hierárquica, embora, logicamente, seja de esperar de ambos uma boa relação de cooperação e solidariedade, uma vez que Juntas e Câmaras exercem administração sobre o mesmo território.

Vem isto a propósito de até agora ter ouvido e lido muito sobre a preocupação ( não totalmente despropositada, é certo... ) do Presidente José Mendes sobre o que a Câmara poderá e deverá fazer pela freguesia do Carregado, e afinal, ter ouvido e lido muito pouco sobre o que o mesmo senhor, no uso das suas atribuições e competências se propõe fazer pela sua freguesia. Não se esqueça pois o senhor presidente da Junta do Carregado que, para além de «cobrador de promessas» é, antes do mais e também, um «pagador de promessas».












16 janeiro, 2010

ESTOU DISPONÍVEL PARA ESSE COMBATE

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As palavras esperadas fizeram-se ouvir e seremos muitos a responder à chamada. Pela minha minha parte, também eu estou disponível para te apoiar em mais este combate que, estou certo, levar-te-à a Belém. Estou disponível porque acredito que tu serás o melhor para nesse lugar cimeiro do Estado travares a luta necessária pela República e por este «País doente».
E também porque, como um dia escreveste sobre um outro insubmisso,
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uma boca nos engole
uma terrível boca no mundo que se alimenta
não apenas de certos mortos mas da morte do sonho
não apenas da morte mas do direito a uma morte própria
uma boca no mundo que devora
a memória mais pura
a História o tempo o próprio assombro.
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Ontem fomos um milhão. Amanhã seremos muitos mais!

08 janeiro, 2010

MANUEL CASIMIRO - A MINHA HOMENAGEM

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- Manuel Casimiro, na última fila, de branco, ainda jovem, nos "bastidores" de um jantar em que esteve presente Mário Soares.
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Subitamente, aos 62 anos de idade, a morte levou consigo o Manuel Casimiro. Este alenquerense da minha geração, foi um dos obreiros do nosso movimento associativo, destacando-se particularmente, enquanto fundador e colaborador da Rádio Voz de Alenquer desde a primeira emissão há 24 anos e como director da Liga dos Amigos de Alenquer, colectividade a que presidiu.
Mas o Manuel Casimiro foi também um cidadão empenhado, autarca na freguesia de Santo Estêvão, presidindo, até há bem pouco, à Mesa da respectiva Assembleia, eleito pelo seu partido de sempre, o Partido Socialista, a quem deu décadas de militância. Campanha eleitoral, após campanha, o Manel era voz do carro de som que percorria e vila e o concelho, distribuindo manifestos.
Por motivos de saúde não foi possível prestar-lhe, presencialmente, a minha última homenagem, mas ela aqui fica, sentida, porque as colectividades, a política e o desporto alenquerense perderam um dos seus mais dedicados intérpretes.