.17 fevereiro, 2010
História Local - Um Discurso
.30 janeiro, 2010
AUSCHWITZ 60 ANOS DEPOIS
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- «O Trabalho Liberta» - Não é possível atravessarmos esta porta principal do campo, encimada pela conhecida e cínica inscrição, sem deixarmos de sentir um arrepio na espinha e um pensamento para quantos a transpuseram para não mais voltarem ao mundo dos vivos.
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- Auschwitz foge um pouco ao estereótipo do campo de prisioneiros que conhecemos dos documentários de época e dos filmes. De facto era um antigo quartel do exército polaco adaptado a este fim pelos nazis. Todo em tijolo vermelho, também não é de grande dimensão. Hoje as antigas camaratas dos prisioneiros albergam um museu do horror, com imensas salas repletas, por exemplo, dos mais variados pertences retirados aos prisioneiros: pilhas de malas, de óculos, de próteses, de cabelo com que fabricavam tapetes, etc.
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- O campo encontra-se cercado por arame farpado, avultando, a espaços, estas conhecidas e tenebrosas torres de guarda.
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- Pátio dos fuzilamentos - Contra a parede de fundo, onde se presta homenagem às vítimas, foram fuzilados incontáveis prisioneiros.
. - Câmara de gás - Não é muito grande, pois tratou-se de uma câmara experimental. Aqui se testaram métodos e soluções que viriam a ser aplicadas noutros campos, numa outra dimensão, muito superior à de Auschewitz I.
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- Vista exterior do vizinho campo de Birkenau. Este sim corresponde inteiramente à imagem conhecida e esmaga-nos pela sua dimensão.
27 janeiro, 2010
METER A FOICE EM SEARA ALHEIA
Assim se faz o mal e a caramunha...26 janeiro, 2010
Nós por cá todos bem...
Menos ais, menos ais, menos ais...
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Todos nascemos nus, mas o recém-eleito presidente da Junta de Freguesia do Carregado, José Mendes, veio ao mundo ( da política, já se vê...) vestido de «cobrador de promessas», não um «cobrador» qualquer, mas um «cobrador de fraque», tanto tem dado nas vistas neste seu anunciado propósito. Pelo menos é a idéia que me ficou do que já ouvi e li na imprensa local e não só...
Mas, acontece que as dívidas só são dívidas quando vencidas e, depois, há que ter legitimidade para as cobrar. Pois bem, parece-me que ainda é cedo, muito cedo, para evocar qualquer dívida camarária pelo que, por aqui, o «paleio» vem a despropósito, e, quanto à legitimidade para a cobrança, ela pertence inteirinha ao eleitorado, esse sim, o legítimo e definitivo cobrador das promesas feitas e do trabalho desenvolvido.
E tanto assim é que o presidente Mendes lá está, na Junta do Carregado, em representação da coligação chefiada pelo PSD e em resultado da «dívida» cobrada pelo eleitorado ao PS. E lá está, carpindo alguns ais, porventura esquecido ( ou não, mas a idéia fica ) de que os órgãos das Freguesias, tal como os dos Concelhos, têm atribuições e competências próprias, não existindo entre eles qualquer relação hierárquica, embora, logicamente, seja de esperar de ambos uma boa relação de cooperação e solidariedade, uma vez que Juntas e Câmaras exercem administração sobre o mesmo território.
Vem isto a propósito de até agora ter ouvido e lido muito sobre a preocupação ( não totalmente despropositada, é certo... ) do Presidente José Mendes sobre o que a Câmara poderá e deverá fazer pela freguesia do Carregado, e afinal, ter ouvido e lido muito pouco sobre o que o mesmo senhor, no uso das suas atribuições e competências se propõe fazer pela sua freguesia. Não se esqueça pois o senhor presidente da Junta do Carregado que, para além de «cobrador de promessas» é, antes do mais e também, um «pagador de promessas».

