02 maio, 2010

VOA CORAÇÃO...!

FINALMENTE... CAMPEÕES!!!
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DEUS É GRANDE E JESUS O SEU TREINADOR!
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Entre hoje e o próximo domingo decidir-se-à o título de Campeão Nacional. O Benfica vai à frente e só precisa de amealhar um ponto. Mas nada está ainda ganho... O Braga, valoroso adversário, continua na corrida pelo primeiro lugar e entrará mais uma vez em campo alimentado desse espírito de vencer e o Porto, adversário presente, irá jogar animado pela necessidade absoluta de «salvar a face», não permitindo ao seu grande rival que o Estádio do Dragão seja palco para festa benfiquista. Portanto, tudo está ainda em aberto, tudo poderá ficar por decidir até domingo... mas lá dizer-se isto a este companheiro sonhador que me bate no peito e sonha por mais uma jornada de glória...!
O Sport Lisboa e Benfica, nascido em 1908 da fusão de Sport Lisboa com o Sport Club de Benfica, teve em 23 de Janeiro de 1910 o seu primeiro grande desafio: ganhar pela primeira vez ao Carcavelos Club, porventura a equipa mais forte de Portugal, toda ela formada por jogadores ingleses, jogo a contar para o Campeonato da Liga, a principal competição de então.
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Este campeonato que «jogava-se quando se jogava» havia começado em Outubro com uma vitória contra o Belenenses (3-0), seguindo-se em Novembro uma derrota de 0-2 face ao Carcavelos, e, depois, uma vitória sobre o Internacional (2-0) equipa também de ingleses, uma outra sobre o Sporting por 2-0 e um ainda uma outra de 3-0 sobre o Gilman.
A primeira volta terminaria, assim, com o Carcavelos em primeiro lugar e com o Benfica em segundo, pelo que a expectativa era muita (seria desta que o Benfica ganharia aos ingleses dos Carcavelos?) levando 5.000 espectadores ao campo da Feiteira em Benfica.
E as expectativas dos benfiquistas de então não seriam defraudadas, pois o «Glorioso» em projecto haveria de vencer por 1-0, alinhando nesse dia: Goal keeper, Machado; backs, Mocho e Henrique; half-backs, Artur J. Pereira, Cosme Damião e A. Costa; forwards, M. Lopes, Meireles, Luís Vieira, Germano Vasconcelos ( autor do golo ) e Josué Correia.
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Ainda nesse mesmo dia e local, jogou-se o Campo de Ourique-Internacional com a vitória dos primeiros.
A Revista O Ocidente (n.º 1120 de 10/02/1910) que publicou reportagem, viu assim o jogo:
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«Os ingleses do Carcavelos Club tiveram logo no princípio Preddle inutilizado, fazendo quase todo o jogo com dez jogadores.
Os portugueses desenvolveram extraordinária energia, carregando sempre os adversários e conservando bem as suas posições, fortemente atacados pelos ingleses, pois de parte a parte o jogo foi bem sustentado.
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Foi árbitro do torneio o sr. Daniel do Sporting Clube de Portugal.
Por fim houve lunch oferecido ao grupo inglês pelo Sport Lisboa e Benfica, em que foram feitos entusiásticos brindes, na melhor confraternidade entre os contendores.
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Outros tempos, outro futebol... Para terminar: Há cem anos o Benfica venceu o Campeonato da Liga inaugurando um «Glorioso SLB» enquanto o Carcavelos, por falta de jogadores ( teriam que ser todos ingleses! ) e o Sporting, amuado com uma sanção disciplinar, haveriam de desistir dessa edição do Campeonato.
Entretanto, bate-bate coração... até que estoires de alegria!

28 abril, 2010

OU HÁ MORAL... OU COMEM TODOS!

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Estranho mundo este em que as agências de rating fazem tremer países, economias, sistemas... mas é este o mundo em que vivemos, cada vez mais dependentes uns dos outros ( dívida pública ), cada vez mais vulneráveis aos ataques dos especuladores que engordaram a ponto de poderem actuar a uma escala internacional.
O que acabamos de dizer está bem insinuado nesta sugestiva imagem publicada hoje pelo jornal francês Le Figaro, onde os países europeus surgem representados por um instável e vulnerável dominó, um dominó prestes a ser derrubado em cadeia pela queda da primeira pedra, a Grécia, surgindo já em desequilíbrio uma segunda, Portugal.
Será possível endireitar esta segunda pedra verde-rubra? Sim, dirão os especialistas, logo acrescentando: com um vigoroso apertar de cinto, com mais sacrifícios impostos a um povo dos mais pobres entre os europeus.
Não sei se ainda se lembram, quando nos tempos que se seguiram à Revolução de Abril desembarcavam na Portela uns sinistros senhores com umas pastas onde se lia FMI e que vinham endireitar as nossas finanças públicas, pondo o País a pão e laranjas? Pois bem, embora eles ainda andem por aí, hoje é óbvio que têm a sua tarefa muito facilitada por estas agências de rating que pontuam os países de acordo com a sua capacidade futura ( a curto ou longo prazo ) em cumprirem com o pagamento das suas dívidas, logo fazendo oscilar as taxas de juro dos empréstimos a contrair.
Novos sacrifícios, é, pois, aquilo que nos espera. Mas alguém quer ouvir falar disso? Claro que não, pois eles recairão sobre os mesmos de sempre: Menos serviços gratuitos? Mais impostos? Menor protecção social? Maior austeridade salarial ( principalmente no sector Estado )? Menos subsídios (seja lá para o que for)? Menos investimento público?
Enquanto alinho estas palavras o primeiro-ministro Sócrates reúne com Passos Coelho o chefe da oposição. Será que chegarão a acordo sobre as medidas que reforçarão o PEC dando maior credibilidade internacional ao esforço proposto de redução do déficite?
Uma coisa, todavia, terão de ter presente: Mais sacrifícios só com uma maior moralização da vida nacional, corrigindo essas pequenas coisas que só por si nada resolvem, mas que contribuem decisivamente para a confiança ou desconfiança dos governados naqueles que os governam: Salários e prémios dos gestores públicos, dinheiros para os boys, luvas para os corruptos, até mesmo essa insignificância das viagens domingueiras da senhora deputada Medeiros à sua mansão parisiense, logo ela que deveria aproveitar os seus fins de semana descendo à realidade dos cidadãos do distrito de Lisboa, aqueles que a elegeram e correm sério risco de nunca lhe meterem os olhos em cima a não ser na televisão.
Pois bem, augura-se que nada de bom virá. Mas não se esqueçam: ou há moralidade... ou comem todos! Por outras palavras, isto irá mesmo para o charco ( se é que já lá não está ). Por isso, ou muito me engano ou isto nunca esteve tão perigoso...
Enquanto isso, este País vai vivendo a novela ( quase surrealista) daquela comissão de inquérito que discute aquele negócio que não se realizou, vai-se revolvendo neste frenesim de greves ( do sector Estado, já se vê...), vai regorgitando a comida que já não cabe no estômago sem fundo das corporações que minaram o regime democrático.

23 abril, 2010

25 DE ABRIL - SEMPRE! MAS...

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RELENDO JOSÉ GOMES FERREIRA
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Escreveu o poeta:
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(Acabou o tempo da Revolução dos Poetas. Não me digam que vamos construir uma República de Medíocres - sem o tamanho grandioso que deveria ter. Merda!).
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Fraternidade
de débeis sentimentos inexactos,
cada qual com a sua verdade,
que só a imaginamos
para destruir
o sonho injusto dos factos.
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Mas não me digam que vai continuar a desistência,
este eterno sempre de repetição da mesma coisa,
este terror medíocre de sentirmos debaixo dos pés
a impossível Ponte
que nunca poisa
nem poisará
em nenhum horizonte.
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E agora?
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E agora dêem-nos armas, palavras, gritos, versos,poetas,
navalhas, baionetas
para destruir
esta maldita teia!
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In «Poeta Militante - 3.º Volume»

18 abril, 2010

MONTEJUNTO - A NOSSA SERRA (II)

A ROUPAGEM PRIMAVERIL
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Estamos em Abril, é Primavera, e há que aproveitar enquanto a Serra exibe a sua melhor roupagem. Os muitos caminhos de Montejunto, abrem-se à vossa espera. Para quem vem pelo IC-1 pode-se subir pela Abrigada. Quem vier pela A-8 pode sair pelo Vilar e subir por Pragança ou por Vila Verde dos Francos. O tapete é bom e seguro, embora estreito nalguns troços.
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A bonita e vaidosa «rosa albardeira», é, a meu gosto, o «ex-libris» da Flora de Montejunto. Verá que não será difícil encontrá-la. Até porque ela gosta de exibir-se...
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Mas Montejunto é também o reino das orquídeas. Esta que aqui mostramos é bastante comum, mas tome conhecimento que a Serra guarda um tesouro único, uma orquídea que só ali nasce e cuja espécie, há bem pouco tempo, se encontrava reduzida a uma população de 11 exemplares. Um tesouro bem guardado que o Eng.º Paulo da "Casa da Serra" e o botânico António Flor nem aos «amigos do peito» revelam... não vá o diabo tecê-las.
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Montejunto exibe, também outras espécies, menos comuns ou vistosas, mas igualmente dignas de atenção...
E não se esqueça:

Dia 24 de Abril
PASSEIO DAS FLORES
12Km- Dificuldades Média
Inscrições no site da Câmara de Alenquer, até quinta-feira
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E se estiver mesmo interessado(a) num dia bem passado, desça por Vila Verde dos Francos, pare na Atalaia, procure o «Páteo Velho» para almoçar e, depois, venha até Alenquer, onde na Biblioteca Municipal poderá ver a excepcional exposição de fotografia «AVES» de Faísca (companheiro de uma caminhada por Montejunto, onde tive o grato prazer de o conhecer e à sua obra fotográfica que trazia na mala do carro), Tina Chaves e Júlio Chaves.
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