30 junho, 2011

UMA COLECÇÃO DE POSTAIS POUCO CONHECIDA...

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ALENQUER EM 1940
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Estes postais foram editados pela «Câmara Municipal de Alenquer - Turismo» em data que desconhecemos, e, conforme neles está escrito, mostram «Alenquer - 1940». Curiosamente, não nos lembramos de alguma vez por cá os ter visto...
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Postal 1 - Triana ou Vila Baixa de quem e além rio que, então, corria mais lá, onde hoje está a Av.ª 25 de Abril.
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Postal 2 - S. Francisco e o Terreirinho fotografados da «Estrada Nova». O que faz toda a diferença para os dias de hoje é a margem esquerda, onde podemos ver o antigo Mercado e um edifício que foi da «Fábrica do Meio» e onde funcionou o Externato Damião de Goes antes de este ter passado para a «Casa da Torre».
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Postal 3 - Ao longe, a Várzea a perder de vista e... sem contruções! Em frente a «Estrada Nova» ainda sem os prédios do Casal Monte Cristo. Mais abaixo a Rua Triana e a Rua Sacadura Cabral que se resumiam a uma modesta linha de habitações e lojas.
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Postal 4 - A Vila Alta fotografada da cúpula dos Paços do Concelho. A diferença não é grande, mas quem conhece bem o bairro, nota a falta do que hoje lá está a mais.
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Postal 5 - Alenquer fotografada do Alto da Boavista. Em primeiro plano a desaparecida Fábrica de Papel e Cartão da Ota com um edifício, à esquerda, que eu já não conheci (nasci em 1947), e, veja-se onde o rio então corria.
Foi «só» há 71 anos...

06 junho, 2011

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS

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S. BENTO TEM NOVOS INQUILINOS
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Ao subir cerca de 500.000 votos, mais ou menos o que o PS desceu em relação a 2009, o PPD/PSD foi o claro vencedor das eleições hoje disputadas, o que coloca Pedro Passos Coelho a umas meras formalidades do cargo de Primeiro Ministro.
A esquerda, nos seus vários matizes, foi a grande derrotada, embora o PCP-PEV que manteve, praticamente, a mesma votação e elegeu mais um deputado, sempre possa apontar o dedo para o Bloco de Esquerda e dizer que derrotados foram vocês que perderam metade dos votos obtidos em 2009 e com eles metade dos 16 deputados então eleitos.
Quem também fez a festa foi o CDS que se manteve nos dois dígitos (11,74%), subiu 61.000 votos e elegeu mais 3 deputados (24). Enquanto isso, José Sócrates assumiu a derrota e despediu-se dos seus, anunciando a sua passagem a mero militante de base (seja bem vindo).
Para ver está: Se aquele senhor (Catroga, não é?) que foi mandado de férias para não dizer mais disparates, será o novo Ministro das Finanças; se o troca tintas do ex-candidato a PR que não queria nada com os partidos irá ser o novo Presidente da Assembleia; se o Portas vai para os submarinos; se a crise internacional foi uma inventona do Sócrates; se... (Cala-te e respeita o «estado de graça»). Bom, se vem aí um novo ciclo de paz e prosperidade para o País.
Uma coisa desejo, sinceramente, aos futuros governantes: «Muitas Felicidades e Sucesso», isto porque, seguramente, não sou masoquista e acho que em Democracia todos merecem a sua oportunidade!
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Em Alenquer estas eleições foram ganhas pelo Partido Socialista que obteve 31,47% dos votos, vencendo em 12 das 16 freguesias (No Carregado perdeu por 12 votos e na Ota por 1. Santo Estêvão e Triana, as duas freguesias da Vila, colocaram o PS à distância de 263 votos do PSD). No Distrito de Lisboa o Partido Socialista venceu em Azambuja, V.F. Xira, Amadora, Loures e Alenquer. O resultado em Alenquer foi o seu segundo melhor, atrás do da Amadora, onde o PS venceu com 31,59% dos votos. A Região Oeste, de Leiria a Mafra, foi varrida por uma onda laranja, só Alenquer se mantendo rosa.
Ainda no que respeita ao concelho de Alenquer e em relação às últimas legislativas, o BE perdeu 1091 votos (5,92%) e o PCP 206 (12,6%).
O que aconteceu nestas eleições ao BE, em tudo nos lembra o episódio PRD. Veremos.

02 junho, 2011

E O PIRATA SOU EU?

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O QUE ESTÁ REALMENTE POR DETRÁS DA CHAMADA «PIRATARIA SOMALI»?
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Isto de ser pobre é tramado, para mais quando se trata de um País! Mas, como verão, não é só a Somália que está a saque, são os recursos naturais da Terra. E não se esqueça: É, também, para este desgraçado «peditório» que nós, contribuintes portugueses, estamos a pagar, pois neste preciso momento temos lá uma fragata e militares da marinha! Extraordinário documentário!

30 maio, 2011

MOMENTOS MÁGICOS

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Com o avançar da idade, percebemos que houve momentos vividos, sem dúvida mágicos, que nos acompanham por toda a vida. Todos os temos, todos os recordamos, e, quando menos se espera, eles emergem vindos de um qualquer ficheiro desse complexo sistema de armazenagem de recordações a que chamamos memória.
No que me diz respeito, recordo com particular saudade as noites do 1 de Dezembro da minha infância, quando a nossa Banda saía à rua, comemorando a data duplamente histórica da recuperação da independência nacional e do seu nascimento em 1890. Na noite calma e geralmente fria, ela fazia-se anunciar ainda ao longe e à medida que se aproximava, os acordes do Hino da Carta tornavam-se cada vez mais perceptíveis, enchendo a rua. Depois, parava em frente à tipografia, do outro lado daquele onde a uma janela eu espreitava, e, tocando, apresentava cumprimentos ao jornal da terra, «A Verdade», na pessoa do seu editor, o meu tio Renato Lourenço. Cumprido o ritual, lá ia ela, vila fora, enquanto entre cobertores eu adormecia no aconchego da cena vivida.
Vem isto a propósito de um poema de Manuel da Fonseca intitulado «Mataram a Tuna», a Tuna do Zé Jacinto que tornava mágicos os domingos de uma vila alentejana sacudida ao som da Marcha Almadanim:
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MATARAM A TUNA 
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Nos Domingos antigos do bibe e pião saía a Tuna do Zé Jacinto
tangendo violas e bandolins
tocando a marcha Almadanim.
Abriam janelas meninas sorrindo
parava o comércio pelas portas
e os campaniços de vir à vila
tolhendo os passos escutando em grupo.
Moços da rua tinham o pé leve.
O burro da nora da Quinta Nova
espetava as orelhas apreensivo
Manuel da Água punha gravata!
Tudo mexia como acordado
ao som da marcha Almadanim
cantando a marcha Almadanim.
Quem não sabia aquilo de cor?
A gente cantava assobiava aquilo de cor...
(só a Marianita se enganava
ai só a Marianita se enganava
e eu matava-me a ensinar...)
que eu sabia de cor
inteirinha de cor
e para mim domingo não era domingo
era a marcha Almadanim!
Entanto as senhoras não gostavam
faziam troça dizendo coisas
e os senhores também não gostavam
faziam má cara para a Tuna:
-que era indecente aquela marcha
parecia até coisa de doidos:
não era música era raiva
aquela marcha Almadanim.
Mas Zé Jacinto não desistia.
Vinha domingo e a Tuna na rua
enchendo a rua enchendo casas.
Voavam fitas coloridas
raspavam notas violentas
rasgava a Tuna o quebranto da vila
tangendo nas violas e bandolins
a heróica marcha Almadanim!
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Meus companheiros antigos do bibe e pião
agora empregados no comércio
desenrolando fazenda medindo chita
agora sentados
dobrados nas secretarias do comércio.
Cabeças pendidas jovens-velhinhos
escrevendo Deve e Haver somando somando
na vila quieta
sem vida
sem nada
mais que o sossego das falas brandas...
- onde estão os domingos amarelos verdes azuis encarnados
vibrantes tangidos bandolins fitas violas gritos
da heróica marcha Almadanim?!
Ó meus amigos desgraçados
se a vida é curta e a morte infinita
despertemos e vamos!
Vamos fazer qualquer coisa de louco e heróico
como era a Tuna do Zé Jacinto
tocando a marcha Almadanim!
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E por falarmos de Música e de Tunas, aqui fica um CONVITE:
Façam qualquer coisa de «louco e heróico» e, QUARTA-FEIRA, pelas 22,00 H, venham ao Auditório Damião de Góis, ouvir o Grupo Cantar de Amigos e a Tuna da «Vida Activa» que homenageará a inesquecível Amália interpretando parte substancial do seu reportório de música de raiz popular. É a «FEIRA DA ASCENSÃO» que  começa e eu lá estarei à vossa espera, com o meu cavaquinho e a minha bragueza, tal como os meus companheiros/as de Tuna, para os divertir e para os convencer que a juventude ou a velhice são, antes de mais, um estado de espírito.

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