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11 agosto, 2013

TÉCNICAS E OFÍCIOS ANTIGOS

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A "TRAINEIRA" QUE EU VI NASCER
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Peniche, importante porto de pesca no litoral Oeste, possui também e como é lógico, a sua indústria de construção naval. Mas, como não podia deixar de ser essa indústria tem vindo a modernizar-se, pelo que hoje será raro assistirmos à construção de uma traineira em madeira, segundo as ancestrais regras do ofício.
Aí há já alguns anos (10, 12, 15? Não posso precisar), passeava eu à entrada de Peniche pela que hoje  é conhecida como a "Praia da Gamboa", quando reparei que no antigo estaleiro, hoje desaparecido, se iniciava a construção de uma "traineira", barco de pesca tão característico das nossas águas. Aí agarrei na minha velha Yashica analógica (que me havia custado 250$00 em 1973 - e a prestações - e durou até à era digital, sendo hoje, com toda a dignidade, objecto de decoração) e fiz as primeiras fotografias, enquanto dizia para comigo que sempre que viesse a Peniche havia por ali passar para ver o estado de andamento dos trabalhos e voltar a fotografar.
E assim aconteceu. Não totalmente, porque era minha intenção assistir ao «bota-fora» para fazer as últimas fotos... Mas tal não viria a acontecer por motivos imponderáveis. Ontem, quando estava a digitalizar estas fotografias, tive a ideia de aqui as deixar. Não estão assim tão envelhecidas (passaram por um programa digital de envelhecimento). Legendas, também não há, pois nada percebo de carpintaria naval, simplesmente achei piada à construção que, em certas fases, mais parecia escultura abstracta em madeira. Espero que gostem.
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18 julho, 2010

A ANTIGA PONTE DO ESPÍRITO SANTO

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A foto acima publicada, porventura uma das mais belas de toda a fotografia alenquerense, mostra-nos a ponte do Espírito Santo quando junto a ela decorriam trabalhos de limpeza do rio.
Esta ponte construída pela Câmara local no reinado de D. Sebastião e a mando deste, foi dada como acabada no dia 28 de Abril de 1571, vindo a ser demolida em 1948 quando das obras de regularização do curso do rio, as quais implicaram o desvio deste para o nascimento das actuais avenidas.
A fotografia, de autor desconhecido, é de 1941 e pertence à colecção Graciano Troni, tendo sido publicada na obra abaixo reproduzida, não por acaso, mas para a dar a conhecer a quantos, porventura, ainda não tiveram o privilégio de a desfolhar. Nessa obra assinada por Filipe Rogeiro, com chancela da Arruda Editora, encontrará o leitor magníficas fotografias da vila de Alenquer nos anos 30 e 40, acompanhadas por esclarecedores textos do autor.
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O rosto deste livro mostra-nos o padrão que sempre existiu junto à mesma, embora, como o refere Guilherme Henriques, tivesse ao longo dos tempos ocupado diversos lugares. Demolida a ponte foi o padrão recolhido pela Câmara que, há algum tempo, decidiu colocá-lo como elemento decorativo no Parque Vaz Monteiro.
Aparentemente a ideia foi boa, mas...
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...como se pode verificar na fotografia acima, a exposição aos elementos começa a fazer alguns estragos nestas vetusta pedras. Por exemplo, uma inscrição, qual impressão digital dos tempos quentes da revolução liberal e lutas que se lhe seguiram, «Rainha e Carta// D. Maria», já quase que desapareceu.
Penso que seria de todo o interesse mandar recolher a sítio seguro este singelo e centenário monumento, o qual, um dia, dignificaria a recepção do Museu que Alenquer ainda não tem, mas, acredito, virá um dia a ter, na Igreja da Várzea ou em qualquer outro local.










18 abril, 2010

MONTEJUNTO - A NOSSA SERRA (II)

A ROUPAGEM PRIMAVERIL
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Estamos em Abril, é Primavera, e há que aproveitar enquanto a Serra exibe a sua melhor roupagem. Os muitos caminhos de Montejunto, abrem-se à vossa espera. Para quem vem pelo IC-1 pode-se subir pela Abrigada. Quem vier pela A-8 pode sair pelo Vilar e subir por Pragança ou por Vila Verde dos Francos. O tapete é bom e seguro, embora estreito nalguns troços.
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A bonita e vaidosa «rosa albardeira», é, a meu gosto, o «ex-libris» da Flora de Montejunto. Verá que não será difícil encontrá-la. Até porque ela gosta de exibir-se...
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Mas Montejunto é também o reino das orquídeas. Esta que aqui mostramos é bastante comum, mas tome conhecimento que a Serra guarda um tesouro único, uma orquídea que só ali nasce e cuja espécie, há bem pouco tempo, se encontrava reduzida a uma população de 11 exemplares. Um tesouro bem guardado que o Eng.º Paulo da "Casa da Serra" e o botânico António Flor nem aos «amigos do peito» revelam... não vá o diabo tecê-las.
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Montejunto exibe, também outras espécies, menos comuns ou vistosas, mas igualmente dignas de atenção...
E não se esqueça:

Dia 24 de Abril
PASSEIO DAS FLORES
12Km- Dificuldades Média
Inscrições no site da Câmara de Alenquer, até quinta-feira
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E se estiver mesmo interessado(a) num dia bem passado, desça por Vila Verde dos Francos, pare na Atalaia, procure o «Páteo Velho» para almoçar e, depois, venha até Alenquer, onde na Biblioteca Municipal poderá ver a excepcional exposição de fotografia «AVES» de Faísca (companheiro de uma caminhada por Montejunto, onde tive o grato prazer de o conhecer e à sua obra fotográfica que trazia na mala do carro), Tina Chaves e Júlio Chaves.
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